abril-2026

REVISTA LUMOS

nona edição

especial LUMOS Viaja

bem-vinda à nona edição da revista LUMOS. os conteúdos da revista serão lançados durante o mês, favorite nossa página para não perder nada!

[01 abr]

matéria de capa

por Letícia Bergantini em 02 de abril _ 2026

[01 abr]

as 8h de descanso, 8h de lazer e 8h de trabalho já eram. um pouco mais de cem anos depois, trabalhamos enquanto descansamos, dormimos quando dá e sonhamos com o trabalho. os limites também foram esticados no escritório: ficar “um pouquinho mais” todos os dias sem receber hora-extra não é um caso isolado, sair no horário certo é uma afronta e abdicar de férias ou estar sempre disponível no celular é admirável.

os ônus já recebemos: cansaço acumulado que sacrifica um sábado pra “colocar o sono em dia”, doenças relacionadas à postura, à má alimentação, à falta de exercício que o tempo impõe. ouvimos, nos escritórios, a clássica “aqui somos uma família”, esquecendo de adicionar quão disfuncional essa “família” em específico pode ser.

os bônus? um abraço.

é importante frisar que esse não foi, não é e nunca será um ataque ao regime CLT. na LUMOS somos transparentes em valorizar os direitos do trabalhador, conquistados com muito suor e defendidos pela lei trabalhista, essa que também é vítima constante, a cada “mudança de lado” de ataques e mitigações. mas até nela, muitas vezes esses direitos garantidos precisam ser apontados e requeridos assim que não sejam convenientemente “esquecidos”.

no empreendedorismo, encontramos outra realidade, sem aposentadoria ou direitos garantidos: as 8h podem ser o que você quiser. 4h, 6h, 8h, 10h, 12h diárias dependem de quanto você cobra, quantos alunos tem, com quanto dinheiro mantém seu custo de vida, quanto você aguenta. encontramos, também, a solidão. se na sala de professores reclamávamos juntos e tínhamos na direção um inimigo em comum que nunca nos entenderia, hoje gerimos a nossa própria escola: ainda reféns do capital, mas da forma que achamos melhor.

o papo de “somos uma família” se torna uma constante luta entre pares. aquela professora que criou um plano de estudos? te copiou. uma colega que te chamou no chat? oportunidade para vender um serviço. uma parceira de mentoria milagrosa que pensa direitinho como você pensa? uma ameaça. o inimigo não é mais a direção, mas a classe. a nossa própria classe. passamos a nos ver como ardilosas, estrategistas, maquiavélicas. às outras e a nós mesmas, em certa medida.

esse fim de semana contei sobre a LUMOS para um casal amigo. ao fim da explicação, ouvi “então vocês também vão explorar pessoas pra enriquecer” e respondi com uma clareza que nem eu mesma sabia ter: “mas não é por isso que criamos. não é pra isso que trabalhamos”. não por conta própria. não às custas de outras profissionais. não para acumular dinheiro sem contribuir com a sociedade e a educação – e muito menos sem levá-las em conta, valorizá-las, tratá-las como sonhava um dia no passado, naquela sala dos professores.

e se os limites se apagaram, como desenhá-los novamente? essa é uma resposta que não posso dar e desconfio que ninguém possa. podemos, no entanto, contrário ao ímpeto embrionário de “quebrar a roda”, chamar umas às outras de “amigas” – mas não por obrigação. aceitar a competição – mas no gymrats. fazer reuniões até 22h – mas com vinho & conversa fiada, e com a proibição de falar de trabalho.

os tempos mudaram, as práticas se alteraram, os limites sumiram – e nós é quem vamos redefiní-los. juntas.

a viena da LUMOS

por Larine Flores em 12 de abril _ 2026

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seria interessante começar sua leitura com um aviso: esse texto sai diretamente da área externa de um café na stephansplatz, em viena. mas, por mais que eu quisesse trazer a objetividade dos fatos e o foco dessa visita à cidade e tudo que ela proporcionou à LUMOS nos últimos anos, eu estaria mentindo.

essa escrita sai de um lugar anterior, embrionário, quase ancestral a tudo que hoje a LUMOS representa. ela vem de um amontoado de pedriscos na área externa de uma casa tão pequena que era chamada “casinha”. ela vem do interior de barra mansa, e do interior de um coração que sonhava essa vida – e essa comunidade – muito antes de entender que sonhos não precisam de poda, que eles crescem pra onde querem e não é obrigação nenhuma mantê-los “em seus lugares”.

se hoje nos sentamos, cada uma em seu computador, trabalhando em áreas diferentes de um negócio que cresceu consideravelmente – em equipe, investimentos e possibilidades – no último ano, é porque viena esperou, e a menina que chorava sobre as pedrinhas, ouvindo a voz de billy joel ecoar nos fones de ouvido, veio até ela. e não veio sozinha.

talvez há quase quatro anos, quando a LUMOS não existia como um organismo vivo mas um emaranhado de ideais e cursos, planos e projetos, viena tenha sido a realização de um sonho ao desembarcar com quatro malas enormes e um contrato de aluguel. mas não mais.

não mais porque os sonhos se expandem como num efeito dunny-krueger e, quanto mais se realizam, mais se permitem. e se tem uma coisa que a menina que continua cantando “vienna waits for you” aprendeu foi a deixá-los ter vida própria. ou melhor, “salgar a terra”, sim, mas desse campo de dúvidas plantadas há tantas décadas que, se aguadas uma única vez, se proliferam.

não existe choro que externe o que acende nosso coração. naquela chegada junto com a primeira neve do ano, as quatro malas, duas mochilas, duas ecobags e duas pessoas traziam, no mesmo coração dos pedriscos em Si bemol, tudo que vingaria, aqui ou em qualquer lugar, porque a gente não planta os sonhos, senão somos conduzidos por eles.

pouco antes dessa mudança e desse deslumbramento com os museus, esculturas, músicas, cores e até mesmo o silêncio de viena, visitei uma amiga, ainda conhecida à época, hoje em dia sócia e parceira na idealização e sonho da educação que acreditamos. em um sobrado de dois quartos, ela vivia levando cada centavo em consideração em um esforço cognitivo que só quem já se sentiu sem saída financeira conhece.

ela não queria trabalhar em mais uma escola que não acreditasse. não queria produzir materiais que não seriam usados de forma a realmente ensinar. não queria precisar sempre e sempre defender ideias que muitos pagariam caríssimo para ter acesso para pessoas que não percebiam esse valor.

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é dispensável dizer como viena foi, também pra ela, um encanto. mas um encanto maior, e porque esse é meu relato, foi dividir esse pedaço do mundo, tão conhecido, tão histórico, tão popular, tão visitado e tão meu, com alguém a quem tenho mais facilidade de chamar de família que minha própria família.

mais um ano depois, também tendo viena como ponto de encontro e de partida, criamos a LUMOS. assumimos nossos medos, receios, dúvidas, diferenças. criamos acordos e combinados. e nesse ano, me lembrando daquela casa cuidada com tanto esmero mas sabidamente tão infértil, eu quis chorar (e quero ainda agora, ao relembrar) vendo minha amiga, sócia e família, posar na frente de um castelo do outro lado do mundo de onde nascemos, sorrindo comigo, criando a educação que acreditamos.

aquela menina nos pedriscos se sentia muito sozinha, tão sozinha que, se acostumando, preferia afastar qualquer ameaça à solidão, familiar e companheira. mas a educação não é solitária. e o sonho é soberano. o meu, com a educação.

foi uma questão de tempo pra essa solidão virar um grupo. depois outro. mais outro. e uma comunidade.

o choro com as fotos em budapeste, depois em praga, logo em outro lugar do mundo desconhecido por nós, se tornou choro em chamadas de vídeo com as conquistas da nossa comunidade. com os “foi na LUMOS que aprendi a pensar de fato”. os “[a LUMOS] foi a primeira comunidade criada sem forçar comunidade”. os ““vocês tornaram o ensino autônomo menos solitário”.

mas hoje é 2026. e estamos aqui de novo. viena, esse pano de fundo da possibilidade, da prosperidade que oferece muito mais que apenas dinheiro, continua nos acompanhando, e com mais um par de mãos, uma cabeça, um coração que acredita que a educação pode, sim, salvar o mundo – e que nós podemos, com o trabalho de formiguinha que seja, salvar a educação.

camus falava, no absurdismo, que a experiência humana não tem nenhum valor intrínseco, diferente de schopenhauer, que apontava como qualquer esforço em criá-lo era só uma distração, camus, aceitando a falta de propósito inerente à vida humana, defendia que a própria experiência deve se justificar e se atribuir sentido através da responsabilidade moral, da justiça e da própria felicidade.

nem sempre acreditamos no “sentido da vida”. nem sempre acreditamos em nós mesmas. mas sempre acreditamos umas nas outras, pra muito além desse trio do lado de cá, quando o sol já saiu de sobre nossa mesa e o frio de 13 graus começa a incomodar. sempre acreditamos, no passado e no presente, e acreditaremos pra todo e qualquer futuro, no poder do coletivo. na colheita em justa medida ou na nossa força em replantar, caso o absurdo nos tire do prumo. na responsabilidade moral, na justiça e na felicidade que criar, e criar juntas, e colher, e colher juntas, haverá de proporcionar. e sempre, sempre acreditaremos em viena.

viagens da LUMOS 1

por Letícia Bergantini em 18 de abril _ 2026

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por Letícia Bergantini em 18 de abril _ 2026

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[você que estudou pra isso, me responde] nome sobrenome, profissão

nome, @linkinsta
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a entrevista a seguir estreia o quadro você que estudou pra isso, me responde”, onde escutamos especialistas de diversas áreas sobre nossos temas de interesse.

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 1

[NOME] RESPONDE: Resposta 1

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 2

[NOME] RESPONDE: Resposta 2

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 3 (resposta audio)

[sala das professoras] nome sobrenome

nome, @linkinsta
profissão, texto

a entrevista a seguir faz parte do quadro sala das professoras”, onde conversamos com outras professoras sobre a realidade docente.

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 1

[NOME] RESPONDE: Resposta 1

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 2

[NOME] RESPONDE: Resposta 2

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 3 (resposta audio)

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