março/2026

REVISTA LUMOS

oitava edição

vida de adulto - o frágil equilíbrio entre a responsabilidade e a autenticidade

matéria de capa

por Letícia Bergantini em 02 de março _ 2026

[01 mar]

que atire a primeira pedra a professora que nunca foi assombrada pelo fantasma do “deveria”.

eu deveria ter mais dinheiro guardado. eu deveria fazer atividade física. eu deveria me alimentar melhor. eu deveria criar conteúdo. eu deveria criar mais materiais para meus alunos. eu deveria seguir o que planejei. eu deveria descansar mais. eu deveria diminuir meu tempo de tela. eu deveria ler mais. eu deveria estudar mais. eu deveria tanta coisa…

afogadas no mar da frustração, não conseguimos separar o joio do trigo. somos incapazes de analisar a realidade concreta e entramos em uma espiral que alimenta a culpa e não nos aponta para soluções.

quais “deverias” são expectativas?

quais “deverias” são frutos de comparação?

quais “deverias” são desejos?

quais “deverias” são necessidades?

vamos juntas buscar estas respostas.

será que sou adulta o suficiente?

entre millennials, a sensação de “não ser adulto” é generalizada. isso ocorre porque crescemos com uma ideia de adulto em nosso imaginário que não se verifica na nossa realidade. sim, bem na nossa vez. há dez, quinze, ou vinte anos atrás, não imaginávamos que chegaríamos aqui (na idade que temos hoje) sem a perspectiva de adquirir um imóvel, comprar um carro ou realizar aquela viagem dos sonhos – algo que parecia lógico na promessa neoliberal que nos foi feita.

essa era a expectativa de uma geração: estudar, trabalhar & ser recompensado com estabilidade e segurança. nos esforçamos, sim. inclusive, mais uns do que outros – para fazer os devidos recortes de gênero, classe & raça – mas a promessa não se cumpriu, por fatores econômicos que estão fora do nosso campo de controle.

nesse cenário, arriscar (e empreender!) para ter a possibilidade de uma vida melhor parece fazer mais sentido que ter uma carteira assinada (às vezes isso é verdade, às vezes não – e esse é um tema para outro momento). e, respaldados pelo nosso descontentamento com uma realidade muito mais instável do que nosso trabalho, unicamente, é capaz de mudar, se proliferam gurus que mostram suas vidas – tão adultas! – apresentadas como fruto do esforço individual.

nos tornamos presas fáceis. e confundimos o “deveria” da fantasia que nos foi construída através de muito discurso neoliberal ao longo da vida com o “deveria” dos charlatões. o primeiro é uma expectativa frustrada, sobre a qual você tem pouco controle. o segundo apresenta uma solução individual – e transfere para você a responsabilidade por não estar vivendo a vida que você esperou que viveria.

dado o contexto, parece improdutivo atrelar a noção de ser adulto a este checklist que esperávamos se concretizar nesta altura do campeonato. é preciso ressignificar este conceito para nossa realidade.*

deveria ou “deveria”?

na nossa lista de “deverias”, há sim, apontamentos do que significa ser adulto na nossa concepção. apontamentos que indicam o que nós entendemos como, por exemplo, ser responsável – uma característica adulta.

estes apontamentos são importantes para vislumbrarmos ações que queremos de fato implementar. por exemplo: guardar dinheiro para ter uma reserva de emergência. ou, ainda, fazer atividade física para ser tão independente quanto possível na velhice. o que não significa que “deveríamos” ter uma quantia específica de dinheiro já investida (com a melhor porcentagem de retorno sobre o CDI) ou que “deveríamos” acordar às 5h para treinar para uma maratona (não antes de beber um café superfaturado).

precisamos entender – sim, bem na nossa vez – como sermos responsáveis (e, portanto, adultas) à nossa maneira. caso contrário, nós seguiremos nos ensurdecendo de vozes que não são as nossas. os charlatões seguirão nos entregando novos checklists sobre “o que significa ser adulto” – desconsiderando, ao mesmo tempo, o contexto sócio-econômico (que mudou a noção de adulto nos nossos tempos) & nossos desejos e realidades individuais.

te deixamos, então, com as perguntas:

o que significa, para você, ser adulta?

como você pode ser adulta sem desrespeitar quem você é?

em quais momentos vale a pena flexibilizar em nome da responsabilidade?

em quais momentos flexibilizar em nome da responsabilidade pode ser, na verdade, irresponsável – na sua realidade?

dica: passar um tempo fora das redes sociais (e fazer uma bela limpa em quem você segue) pode te ajudar a encontrar suas respostas ;​)

*ressignificar para nossa realidade não significa abandonar os questionamentos críticos sobre o que “deveríamos” estar vivendo enquanto adultos. esta resposta é política, e é responsabilidade do Estado promover as condições para que ela se verifique na materialidade. por isso, a abordagem adotada aqui não pretende ignorar este papel, mas voltar o olhar para o que nós, enquanto sujeitos, podemos fazer para minimizar os danos – sem ignorá-los e sem nos responsabilizarmos por eles.

criando uma reserva de emergência do zero

por Larine Flores em 17 de março _ 2026

entre muitas inseguranças na hora de largar a escola de idiomas e empreender ou bancar a decisão de trabalhar apenas online ou qualquer outra que pareça “arriscada, uma que grita bem alto é sempre a mesma: e se uma emergência acontecer?

como autônomos, MEIs e MEs, nós não possuímos os mesmos direitos e garantias trabalhistas que profissionais contratados no regime CLT, e, consequentemente, não podemos contar como licenças ou afastamentos remunerados* – no entanto, isso não significa um impeditivo, mas um grande ponto de atenção.
*não da mesma forma, ao menos

para reserva de emergência, o ponto principal é um só: liquidez.
você deve ter acesso fácil a esse dinheiro. na prática, isso significa: transferi-lo para sua conta imediatamente, quando for necessário. CDBs (as “caixinhas”, que muitos bancos já oferecem) e a poupança são boas opções nesse sentido!

“mas eu ouvi dizer que colocar dinheiro na poupança é perder dinheiro…”
“eu já ouvi dizer que a poupança é mais segura do que o CDB…”
o mais importante, agora, é ser capaz de guardar o dinheiro. você pode otimizar o investimento a qualquer momento – mas precisa ter dinheiro para isso!

“mas quanto eu preciso?” essa resposta, obviamente, depende de vários fatores que só você pode calcular. alguns exemplos são:
custos de aluguel
custos de contas
custos de alimentação
custos de transporte
custos de saúde
custos com pet

basicamente tudo que não dá pra cortar num caso emergencial – quando sua reserva já cobrir esse básico por tempo suficiente, você pode inserir na conta também gastos relacionados ao seu conforto, um pouco menos essenciais.

“calculei o meu mínimo necessário por mês – devo guardar o equivalente a quantos meses?”
aqui mora uma dificuldade, porque é quando você percebe que precisa guardar mais dinheiro do que imaginava. idealmente, um professor autônomo tem 12 meses desses gastos básicos em investimentos com liquidez.

o dinheiro nunca sobra pra guardar?
[importante] há momentos na vida em que nossos gastos representam 100% do que ganhamos. não é o ideal, não é agradável, não é o melhor cenário, mas pode acontecer. caso esse seja o seu caso no momento, outras providências podem ser mais necessárias em caráter imediato, como:
recalcular a precificação dos seus serviços,
reduzir gastos da empresa,
ajustar a comunicação ou, até mesmo,
fazer algumas melhorias na pedagogia da sua escola

(a depender, é claro, do que causa esta causando o problema!) para sair dessa situação o quanto antes.

lucro primeiro

para aqueles que gastam 100%… mas não na categoria “essenciais”:

no livro Profit First (’Lucro Primeiro’), Mike Michalowicz aponta uma verdade inconveniente: se você usar seu dinheiro indiscriminadamente e só então pensar em guardar o que sobrar, você nunca guardará nada.

O autor ensina: calcule seus essenciais, separe o dinheiro de contas e impostos, os valores pra lazer, alimentação e tudo mais necessário e então, antes de realocar “o que sobrou” em mais lazer, por exemplo, envie essa quantia para uma conta diferente ou onde você guarda (ou deseja guardar) sua reserva.

lucro primeiro

para aqueles que gastam 100%… mas não na categoria “essenciais”:

no livro Profit First (’Lucro Primeiro’), Mike Michalowicz aponta uma verdade inconveniente: se você usar seu dinheiro indiscriminadamente e só então pensar em guardar o que sobrar, você nunca guardará nada.

O autor ensina: calcule seus essenciais, separe o dinheiro de contas e impostos, os valores pra lazer, alimentação e tudo mais necessário e então, antes de realocar “o que sobrou” em mais lazer, por exemplo, envie essa quantia para uma conta diferente ou onde você guarda (ou deseja guardar) sua reserva.

larine berlimavisos importantes de alguém que viveu a maior parte da vida sem saber guardar dinheiro:
a reserva de emergência é para emergências. parece óbvio, mas quando você finalmente tiver guardado e então tiver que gastar em uma emergência, a frustração vai aparecer. é importante lembrar: é pra isso que esse dinheiro guardado existe. com o tempo, ele será reposto – mas imediatamente, você vai conseguir resolver seu problema.

promoções não são emergência.

ofertas não são emergência.

“no precinho” não é emergência.
quando der vontade de mexer na reserva pra algo supérfluo, pense em emergências que te deixaram assustada no passado e reflita: “essa coisinha com a qual eu quero gastar dinheiro da reserva é tão importante quanto aquela última emergência que eu tive e precisei me virar pra resolver?” a resposta geralmente é não 🤷🏻‍♀️

não se culpe.
professores não aprendem orçamento familiar. não aprendemos organização financeira. a educação formal não se aprofunda em empreendedorismo, e não é verdade que todo mundo tem centenas de milhares de reais guardados e só você não tem.

tenha paciência com o seu processo.
“mas e se uma emergência acontecer agora?!” é um pensamento assustador, mas começando a poupar você já está no caminho certo e cobranças ou ansiedade não aumentam a reserva de ninguém.

comemore!
é quase incômodo ver, paradinha no banco, uma quantidade de dinheiro que poderia fazer muitas das suas vontades. pra que essa tentação não vire um caso de Senhor dos Anéis, defina pequenas conquistas à medida que sua reserva cresce e comemore-as, afinal, não é fácil conquistar independência e segurança financeira – mas você estará no caminho certo!

larine berlimavisos importantes de alguém que viveu a maior parte da vida sem saber guardar dinheiro:
a reserva de emergência é para emergências. parece óbvio, mas quando você finalmente tiver guardado e então tiver que gastar em uma emergência, a frustração vai aparecer. é importante lembrar: é pra isso que esse dinheiro guardado existe. com o tempo, ele será reposto – mas imediatamente, você vai conseguir resolver seu problema.

promoções não são emergência.

ofertas não são emergência.

“no precinho” não é emergência.
quando der vontade de mexer na reserva pra algo supérfluo, pense em emergências que te deixaram assustada no passado e reflita: “essa coisinha com a qual eu quero gastar dinheiro da reserva é tão importante quanto aquela última emergência que eu tive e precisei me virar pra resolver?” a resposta geralmente é não 🤷🏻‍♀️

não se culpe.
professores não aprendem orçamento familiar. não aprendemos organização financeira. a educação formal não se aprofunda em empreendedorismo, e não é verdade que todo mundo tem centenas de milhares de reais guardados e só você não tem.

tenha paciência com o seu processo.
“mas e se uma emergência acontecer agora?!” é um pensamento assustador, mas começando a poupar você já está no caminho certo e cobranças ou ansiedade não aumentam a reserva de ninguém.

comemore!
é quase incômodo ver, paradinha no banco, uma quantidade de dinheiro que poderia fazer muitas das suas vontades. pra que essa tentação não vire um caso de Senhor dos Anéis, defina pequenas conquistas à medida que sua reserva cresce e comemore-as, afinal, não é fácil conquistar independência e segurança financeira – mas você estará no caminho certo!

você precisa de uma geladeira de tarefas

por Letícia Bergantini em 20 de março _ 2026

se você vive apagando incêndio, você não precisa de mais um extintor – você precisa de uma geladeira

se você não consegue organizar sua rotina e sente que todo dia tem um incêndio diferente para apagar, vamos te mostrar como uma única ferramenta pode aposentar a bombeira que mora em você!

o que é a geladeira de tarefas? é um lugar onde você guarda tudo que precisa ou deseja fazer sem dizer QUANDO vai fazer – e é aqui que mora a magia!

a geladeira é sinônimo de flexibilidade. é por causa dela que podemos lidar bem com imprevistos e mudanças de planos! do mesmo modo, com uma geladeira de tarefas, planejar e replanejar no dia a dia fica mais fácil. funciona assim:

[18 mar] 06
[18 mar] 07
[18 mar] 08

como resultado:

evitamos “imprevistos” previsíveis – porque não contamos com a nossa cabeça para guardar informação

priorizamos com qualidade – tudo que está no nosso planejamento foi cuidadosamente definido pela sua eu do passado

paramos de tentar “fazer tudo caber na agenda” – em vez disso, planejamos nossos dias com intencionalidade

descansamos sem culpa – porque sabemos que tudo que há para fazer está mapeado e bem guardado!

ganhamos mais domínio sobre nosso negócio – conhecendo com clareza nossa operação e para onde vai o nosso tempo

você já se imaginou sem uma geladeira? pois depois que você criar uma geladeira de tarefas, também vai se perguntar como pode ter vivido tanto tempo sem uma.

é sobre isso que conversamos na live de quinta.

largo meu emprego CLT ou não?

por Larine Flores em 21 de março _ 2026

você tem um emprego CLT e muita vontade, porém também muito medo, de empreender? pois saiba que essa é uma situação comum entre professoras. por isso, conversamos com as professoras da LUMOS que fizeram a passagem do CLT para o empreendedorismo para te ajudar a encontrar as suas respostas.

“⁠por que você decidiu sair da CLT pra empreender?”

Carla Lapenda: Porque estava sofrendo assédio moral. Eu gostava muito do meu trabalho CLT, porque aprendia muito e sentia que fazia um trabalho importante. (…) Trabalhei cerca de 12 anos nesse lugar e os 2 últimos anos foram bem complicados.

Daiane Publio, que era “CLT” (contratada por uma escola) na Alemanha: (…) Tinha uma Festantellung que é um trabalho registrado como o CLT só que num regime que, a menos que você cometa um crime hediondo, você jamais será demitida. O sonho de qualquer imigrante. (…) comecei a dar meus primeiros passos com aulas particulares com o objetivo de ganhar mais dinheiro porque sabia que: 1. a menos que eu fosse promovida a coordenadora, meu salário não mudaria muito e 2. Na Alemanha, o “wage gap” entre homens e mulheres é insultante, mas sozinha eu não tinha força pra brigar por melhores salários.

Yara Alencar: Já curtia a área da educação e mesmo trabalhando no CLT, já havia feito uns freelas na escola de inglês onde estudei, então pensei em seguir como carreira. Claro que inicialmente me frustrei pela diferença na remuneração. Mas o que mais pesou na decisão foi que, depois de me formar em letras, engravidei e percebi que o queria mesmo era queria criar meu filho mais de perto, e empreender me daria essa liberdade.

Daniela Silva: Na época, eu trabalhava em uma escola de inglês tradicional e também já dava algumas aulas particulares online. Com o tempo, percebi que, financeiramente, fazia mais sentido investir nas aulas particulares. Além disso, eu não me identificava muito com a metodologia da escola e sentia falta de mais autonomia para ensinar da forma que acredito. (…) Mas olhando hoje, reconheço que foi uma decisão um pouco precipitada e deveria ter feito essa transição com mais calma. Eu ainda não tinha muita noção de tudo o que envolve empreender — principalmente as responsabilidades que vão além de ensinar, como captação de alunos, organização financeira e gestão do negócio.

“quais aspectos da CLT você se sente aliviada em não ter no empreendedorismo?”

Carla Lapenda: Sem dúvida, assédio. Também não sinto falta de ter um horário pra cumprir (…) Gosto de ser dona do meu tempo e poder equilibrar trabalho e descanso.

Daiane Publio: O salário e coordenadores que não entendem nada de educação tomando decisões que prejudicam o exercício do meu trabalho.

Yara Alencar: Muitos aspectos: Chefe tóxico (apesar de muitas vezes agir como tal para comigo mesma `emoji de olhinhos ), colegas de trabalho insuportáveis, desempenhar um trabalho que não tem relevância nenhuma para a minha vida ou a vida de outras pessoas a não ser para o dono da empresa, passar infinitas horas do dia voltadas para a empresa e ficar negociando horas da minha vida pessoal, trem cheio e trânsito diário (…)

Daniela Silva:
precisar cumprir horários fixos definidos pela escola

receber o mesmo valor por hora/aula independentemente de estar ensinando um aluno individual ou um grupo grande (de crianças)
não poder escolher muito bem com qual perfil de aluno ou faixa etária eu trabalharia
ter que seguir o material e a metodologia de forma muito rígida, com pouco espaço para adaptar as aulas
e não ter autonomia para decidir quando e por quanto tempo tirar férias

“quais aspectos da CLT você sente falta ou gostaria de ter como empreendedora?”

Carla Lapenda: Sinto falta de trabalhar em equipe (…). No meu último trabalho, havia um programa de incentivo à previdência privada (…) e sinto que isso me ajudou a pensar (planejar) no futuro e contribuiu muito para eu ter uma reserva financeira hoje. Benefícios como plano de saúde e restaurante no trabalho (muito prático rsrsrs).

Daiane Publio: No meu caso, poder viajar nas férias sem pensar em trabalho, Instagram, campanhas de anúncios, etc. e o ambiente amistoso e animado dos corredores da universidade. Amava também a separação física entre casa e trabalho.

Yara Alencar: Benefícios já embutidos, sem precisar sempre calcular e negociar. Equipe ou parceiros para dividir ideias ou até mesmo dividir a carga de trabalho. Renda previsível que não dependa exclusivamente do número de alunos.

Daniela Silva: Um dos maiores desafios para mim é a captação de alunos. Quando você trabalha em uma escola, essa parte já está estruturada e não depende diretamente de você. Outra coisa é que, quando empreende, você acaba acumulando muitas funções além de ensinar: parte administrativa, financeira, comercial… coisas que exigem tempo, organização e aprendizado constante. Então, hoje sinto falta de ter uma estrutura maior cuidando dessas áreas.

“quais conselhos você daria para alguém que está trabalhando em regime CLT e quer empreender?”

Carla Lapenda: Guarde dinheiro, nem que seja 10 reais por mês. Parece pouco, mas com o tempo você percebe que esse pouco faz diferença. Separe suas contas de PJ e PF – isso facilita a vida. Parece óbvio, mas aprendi que o óbvio precisa ser dito às vezes: não fique na informalidade. Seja MEI ou pequena empresa, ou que for mais adequado pra você. Não seja uma chefe tóxica com com você. Defina horário de trabalho e descanso. Descanse sem culpa. Procure sua “tchurma”: fazer parte de uma comunidade faz toda diferença. A LUMOS é uma ótima opção.

Daiane Publio:
1. Se prepare financeiramente: se você for pedir demissão, garanta no mínimo 6 meses de renda para empreender com segurança.
2. Defina como serão feitas cobranças, gestão financeira, contratos, regras que os alunos devem respeitar, integração dos alunos, etc.
3. ⁠Defina metodologias, materiais, ementas, horários de aulas, etc. para começar oferecendo algo minimamente estruturado e que não vai quebrar a sua cabeça.
4. ⁠Sempre separe um dia da semana sem aula para poder preparar aulas, materiais, etc.
5. ⁠Não pense que você vai ficar rica e ter mais tempo de sobra, não caia nesse papo. Você terá mais liberdade, autonomia, etc. e isso implica em responsabilidade e, às vezes, muito trabalho.

Yara Alencar: Empreender te dá uma liberdade e flexibilidade que você cria a partir do que almeja, mas isso vem da construção de uma base sólida.

⁠Se prepare financeiramente. Não largue tudo achando que vai ser um sucesso logo de cara.
⁠Não faça a transição no impulso porque você pode se frustrar achando que não é para você.
⁠Liste os aspectos que te fizeram decidir pela transição, e os porquês que te fizeram sair do CLT, pois ao percorrer o caminho do empreendedorismo, muitas vezes você pode pensar que o que vivia era melhor, e ter isso listado de lembram do que não quer mais.

Daniela Silva: Meu principal conselho seria: estude bem o que significa empreender (…).
Muita gente pensa apenas na liberdade de horário ou no potencial de ganhar mais, mas empreender também significa assumir responsabilidades que antes não eram suas e que vão tomar muuuito do seu tempo. Eu recomendaria prestar bastante atenção principalmente em três pontos:

organização financeira
captação de alunos
retenção e relacionamento com os alunos que você conquista
Quanto mais preparada a pessoa estiver para lidar com essas áreas, mais tranquila tende a ser essa transição.

por Letícia Bergantini em 22 de março _ 2026

se o seu whatsapp é uma fonte de grande ansiedade, saiba que: tem solução.

como eu sei disso? porque comigo também era assim. abrir o whatsapp era como abrir a gaveta da bagunça – e ter que buscar, ali, informações importantes enquanto me sentia culpada por não ter respondido alguém que provavelmente aguarda minha resposta até hoje. agora, uso o whatsapp como uma ferramenta de trabalho normal.

é assim que eu faço:
trato meu whatsapp como uma caixa de entrada
o objetivo de uma caixa de entrada é receber informações, e não organizá-las. tudo que chega e é relevante é organizado na ferramenta adequada.
todos os dias, arquivo todas as conversas
pode parecer radical, mas assim que eu organizo as informações no lugar correto, eu arquivo as mensagens. isso me indica, visualmente, que não há informações novas a serem organizadas.

para que isso funcione: meu whatsapp é configurado para que conversas arquivadas se desarquivem automaticamente quando chega uma nova mensagem.

além disso, toda informação que chega tem uma “casa” que faz sentido. é uma tarefa? vai para geladeira de tarefas. é uma ideia de conteúdo? vai para meu banco de conteúdos. é um plano de aula? vai para minha pasta de planos de aula. e assim por diante. E tudo isso pode estar no notion, no drive, no trello – ou na plataforma da sua preferência.

dessa forma, eu não perco informações importantes (e as encontro mais rapidamente quando preciso), evito imprevistos previsíveis (porque tenho bem mapeado tudo que precisa ser feito) e não me sinto ansiosa toda vez que abro o aplicativo ✧˖°

por Letícia Bergantini em 23 de março _ 2026

organizacao memesentimos muito, mas essa promessa é falsa.

não que você não possa aprender – sim, do zero. e sim, pela última vez. mas não é através de mais um post do instagram com dicas – igual a tantos outros que você já salvou & imediatamente esqueceu.

a gente sabe que você tentou se organizar, inúmeras vezes. mas não a aprender organização.

não é tão diferente do aluno que acredita que pode ficar fluente apenas com conversação. no fundo, as duas práticas se sustentam em uma mesma ideia: “se eu tentar o suficiente, vou conseguir”. como se não existisse uma estrutura a ser aprendida e fortificada. como se não existisse conhecimento a ser aprendido.

vale para os idiomas. vale para a organização. e tudo bem – porque talvez, até agora, você não sabia que tentar se organizar não era suficiente para se organizar, de fato.

agora que você já sabe: topa aprender de verdade?

falamos mais sobre este assunto na live de quinta. assista:

como eu planejo meus dias como uma profe empreendedora

por Letícia Bergantini em 24 de março _ 2026

tais alemaoessa é a taís, profe de alemão, e esse é o passo a passo que ela segue toda semana para planejar seus dias!

abro o calendário para conferir as aulas da semana. em especial, se foi marcada alguma reposição.

“quando o aluno precisa remarcar, ele faz isso através de um link que eu disponibilizo da agenda do google. não é toda semana que acontecem reposições, mas elas impactam na minha semana! afinal, é menos tempo disponível para outras atividades e mais uma aula que deve ser planejada”

sabendo quantas aulas eu tenho em cada dia, e em quais horários, eu planejo o quê fazer em cada dia. e eu começo pelas rotinas de manutenção. ou seja: tudo aquilo que precisa acontecer (semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente) para manter o trabalho rodando. por exemplo: planejar aula, corrigir & enviar atividades, criar conteúdo, emitir notas fiscais etc

como eu já tenho todas essas rotinas mapeadas, basta detalhar quando eu vou executar cada uma delas!

esse processo é simples, pois, a cada semestre (ou trimestre, se necessário), eu defino dias específicos para realizar as atividades das diferentes áreas da escola.

por exemplo:
segundas-feiras são dias com menos aulas, então priorizo as atividades do pedagógico – que tem um volume maior e demandam mais tempo. na terça-feira, dias com menos aulas, priorizo o financeiro – porque a demanda e o tempo de execução necessário são menores.

por último, eu avalio minha lista de tarefas relacionadas a projetos – ou seja: tudo que quero fazer para melhorar na minha escola.

essa ordem é fundamental, porque garante que eu planeje meus dias de forma realista & não atropele a qualidade do trabalho que eu ofereço.

a taís foi nossa convidada na live de quinta e contou em maiores detalhes como realiza esse processo. assista:

por Letícia Bergantini em 25 de março _ 2026

ideias do que fazer no final de semana em vez de trabalhar ou se sentir culpada por descansar ✨

post em colaboração com as professoras da comunidade.

antes de começar o planejamento da semana, experimente fazer essas duas coisas. assim, você garante:
que seu planejamento é realista & vai sair do papel
e, consequentemente, evita aquela sensação terrível do “de novo planejei, de novo não fiz”

são elas:

1. organizar a bagunça
o termo técnico seria: esvaziar caixas de entrada
mapeie tudo que chegou pelo e-mail e pelo whatsapp. até aquelas mensagens que você mandou pra você mesma, viu? organize cada coisa em seu lugar.

em especial:
adicione compromissos na agenda & tarefas numa lista (e não direto no planner!)
veja o post geladeira de tarefas

2. esvazie sua mente
ou, como você já deve ter ouvido: faça um braindump.
marque cinco minutos e escreva tudo que passar pela sua cabeça. lembrou que precisa marcar um médico? anote. teve uma ideia para uma aula? anote. a ração dos gatos tá acabando? anote.

e, em seguida, organize cada coisa em seu lugar.

em especial:
adicione compromissos na agenda & tarefas numa lista (e não direto no planner!)
veja o post geladeira de tarefas

você não leu errado. tampouco adicionamos a mesma coisa duas vezes por engano. esse é o segredo do planejamento que não fica só de enfeite.

quando cada coisa está organizada em seu lugar, você tem clareza das suas possibilidades e limitações. resultado? um planejamento coerente com a realidade & que te leva onde você quer chegar

não, não te falta mais um planner nem o “milagre da disciplina”: te falta entender o processo – e o que fazer 😉

por Letícia Bergantini em 31 de março _ 2026

sua organização não se mantém sozinha! mas, também, não demanda tanto esforço quanto você imagina…

manter a organização não é sinônimo de cumprir o planejado! nem de meramente registrar o que você fez, ou não fez ou quantos copos de água você tomou, ou quantas páginas de livro você leu.

manter a organização significa manter-se com CLAREZA. saber onde está cada informação que você procura e que toda informação que chegou está em seu lugar.

para manter a organização, você precisa de apenas um hábito: esvaziar as caixas de entrada. esvaziar as caixas de entrada significa analisar tudo que chegou: dos outros para você, ou de você para você mesma! no whatsapp, no e-mail, no seu caderninho, onde você faz anotações quando está em aula. e depois de fato organizar no lugar certo!

informações importantes ferramentas adequadas

assim, você se mantém organizada todos os dias, em pouco tempo & com bastante resultado. no começo, vai dar trabalho. mas, depois que você acostuma, não consegue mais viver sem! porque realmente funciona ✧˖°

acompanhe os nossos stories no instagram para saber como participar da live de quinta e aprender como seguir esse passo a passo na prática 😉

matéria 1

por autora sobrenome em DD de mês _ AAAA

texto

outras edições

revista lumos primeira edição
001
2
002
3
003
4
004
5
005
6
006
sétima edição lumos temp
007

© 2026 LUMOS CLUB EDUCAÇÃO LTDA. Todos os direitos reservados.

elementos

título
texto caixa borda
tab enter + <div class=”custom-caixa”;> + tab enter

caixa rosa 1

caixa rosa 1

caixa azul

caixa amarela

caixa amarela 2


✧˖°

① ② ③ ④ ⑤ ⑥ ⑦ ⑧ ⑨

texto

sugestão livro

texto

adicionar CSS ID no título & link tag no menu + remover padding:

matéria 1

por autora sobrenome em DD de mês _ AAAA

texto

[você que estudou pra isso, me responde] nome sobrenome, profissão

nome, @linkinsta
profissão, texto

a entrevista a seguir estreia o quadro você que estudou pra isso, me responde”, onde escutamos especialistas de diversas áreas sobre nossos temas de interesse.

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 1

[NOME] RESPONDE: Resposta 1

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 2

[NOME] RESPONDE: Resposta 2

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 3 (resposta audio)

[sala das professoras] nome sobrenome

nome, @linkinsta
profissão, texto

a entrevista a seguir faz parte do quadro sala das professoras”, onde conversamos com outras professoras sobre a realidade docente.

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 1

[NOME] RESPONDE: Resposta 1

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 2

[NOME] RESPONDE: Resposta 2

LUMOS PERGUNTA: Pergunta 3 (resposta audio)